r e t i c e n t i a . . .

"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho..." Mário Quintana

domingo, junho 29, 2008




Março 2008


Essa semana eu fui promovida a consultora senior. Eu não tinha grandes expectativas de uma nova promoção tão cedo, mas é claro que trabalhei muito pra isso. Há exatamente um ano, ainda muito junior no cargo de consultora, recebi uma proposta de um case ousado de liderança. Não pensei duas vezes em aceitar e em todos esses meses não hesitei uma única vez em superar quaisquer eventuais expectativas no meu trabalho. Muito embora eu tenha enfrentado dias difíceis - chorar no carro voltando pra casa, colocar o fone de ouvido às três da tarde ou subir no terraço e ver a lua foram medidas que me impediram de enlouquecer sem que as pessoas percebessem o nível do meu stress - tudo fluiu progressivamente bem e com serenidade. Então, quando no mês passado recebi avaliações excelentes dos meus chefes (e das minhas meninas!), me senti verdadeira e suficientemente gratificada. Na hora em que o presidente colocou o nome dos promovidos na intranet eu estava alheia, ao contrário dos demais, com a cabeça abaixada, finalizando o memorandum de um conference call com um cliente de NYC do qual eu acabara de desligar. Fui a última a perceber o alvoroço. Quando abri o arquivo senti meu coração acelerando lentamente. Mas o meu nome estava lá, corroborando toda a minha calma e confiança.

Não, isso não muda muita coisa nas minhas dúvidas e nessa minha confusão sem eira nem beira. Mas não ignoro a relevância desse fato na minha vida profissional simplesmente porque eu não sou mais uma criança. Reconheço a importância do sucesso, ainda que ele definitivamente não seja a coisa mais importante nesse momento de tantos questionamentos.


segunda-feira, junho 23, 2008


Sexta-feira às 22hs tem Duffy e Manu Chao no programa do Jools Holland.


Yey : )



"Ela e Eu


Ela não atendeu na hora que liguei. A campainha soou não sei quantas vezes dentro daquela sala que eu conheço de cor. O sofá cheio de almofadas, o jornal espalhado pelo chão, o som ligado mas sem tocar:"Tô com preguiça de levantar". Na parede os quadros que presenciaram o sexo e as conversas absurdas de todas as madrugadas. Discussões, até. Brigar é coisa normal - ninguém gosta de quem é exatamente igual. A diferença é que ela sempre tem de dar a última palavra. E eu querendo dormir.

Terça é dia de feira, portanto é dia de peixe no almoço e também de flor. Sandália havaiana jogada do lado da cama, toalha no chão - eu acho lindo ela de cabelo molhado. Tantas vezes acordei com o barulho do secador invadindo meu sonho. Não gosto de pasta de dente que gela, tenho aflição. Prefiro dormir do lado direito, mas é do lado esquerdo que fica o telefone. Quando tá chovendo a porta da frente incha e range quando se abre, dá pra ouvir o chuveiro balançando. A coberta tá toda embolada. Eu sinto calor, ela morre de frio. Mas, no meio da noite, a gente se encontra.

No avião fiquei olhando o mar pela janela. Levantei o braço da poltrona, não tinha ninguém no meio. Quando estico a perna sempre acho que ela vai botar a sua por cima. Como no cinema. Pra mim o mundo se divide em duas categorias de pessoas: aquelas que chupam toda a bala durante o trailer, e aquelas que só o fazem depois que o filme começa. Ela espera. Eu não. Será que é por isso que eu a amo tanto?"


Nando Reis




Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!


A coisa mais fofa do mun-do é ver uma criança cantando Lamartine Babo...

domingo, junho 22, 2008


"Love involves a peculiar unfathomable combination of understanding and misunderstanding."


Diane Arbus






Oh I love, Oh I love, Oh I love
What you do to my head
When you pull me upstairs
And you push me to bed
I love what you do to my head
It’s a mess out there!

Oh I love, oh I love, oh I love
What you do to my heart
When you push me back down
And then pull me apart
I love what you do to my heart
It’s the best, oh yeah!

Oh I love, oh I love, oh I love
What you do to my lips
When you suck me inside
And you blow me a kiss
I love what you do to my lips
It’s so sweet in there

Oh I love, love, love, love
What you do to my hips
When you blow me outside
And then suck me like this
I love what you do to my hips
It’s the beat oh yeah!

You’re the only one I cry for
The only one I try to please
You’re the only one I sigh for
The only one I die to squeeze
And it gets better everyday, I play
With you it’s such a scream
Yeah it gets better everyday, I say
With you it’s so extreme
Yeah, it gets wetter everyday, I stay
With you it’s like a dream

Oh I love, Oh I love, Oh I love
What you do to my skin
Please slip me on
And slide me in
I love what you do to my skin
It’s the crush, oh yeah.

Oh I love, love, love, love
What you do to my bones
When you slide me up
And take me home
I love what you do to my bones
It’s the crush oh yeah

You’re the only one I cry for
The only one I try to please
You’re the only one I sigh for
The only one I die to squeeze

And it gets hazier anyway, I sway
With you it’s such a scream
Yeah it gets mazier every play, I say
With you it’s so extreme
Yeah, it gets crazier everyday, I stay
With you it’s like a dream

Oh I love, oh I love, oh I love
What you do to me


quarta-feira, junho 18, 2008


Mala do meu irmão para nove dias na Escócia

Livrão, quatro camisas, dois livros médios, um jeans bom, seis cuecas sendo três em estado de decomposição, outro livro gigante, três meias, um sapato, um jeans meia-boca, duas pólos, uma malha de lã, seis livros médios, duas camisetas bacanudas e outro livro e-nor-me por cima de tudo.


terça-feira, junho 17, 2008





No quintal da Antártida



Filhas de Amyr Klink, que já viajaram três vezes ao continente gelado, conversam com crianças em evento em São Paulo

A Antártida, o continente gelado, parece até o quintal das irmãs Marina Helena, 8, Tamara, 11, e Laura, 11. Filhas do navegador Amyr Klink, elas já viajaram três vezes com os pais para o pólo Sul (2006, 2007 e 2008).
"Tem gente que acha que a Antártida é uma coisa só, grande e branca, mas lá não tem só gelo. Tem mar, montanhas e muitas espécies de animais", ensina Tamara.
De todos, Laura gosta das focas-de-pêlo. "É engraçado quando elas correm atrás de você querendo brincar. A gente tem que bater as mãos e os pés para elas se assustarem e irem embora. É que a mordida pode infeccionar."
Marina se diverte com os pedidos dos amigos. "Querem que eu traga um pingüim para deixar no freezer. Explico que não posso tirá-lo de lá e que o freezer não tem a temperatura certa."
Ela traz na bagagem boas histórias. "Um dia, minha mãe tirava fotos, e um pingüim entrou na mochila dela. Os pingüins são curiosos, mas acho que esse estava com frio mesmo!"
Lição de casa Na última viagem, o desafio foi a lição de casa passada pelos professores. "Estudamos mais que os alunos que foram para a escola e ficamos adiantadas", diz Laura.
Na volta às aulas, foi a vez do trio montar palestras para contar à turma da escola o que viram no pólo Sul.
"Os ninhos dos pingüins, por exemplo, são feitos de pedras. Eles vão bem longe e pegam uma pedrinha por vez com o bico", ensina Laura. "É por isso que não se pode pegar nenhuma pedrinha de lá. Mas, às vezes, dá vontade!", diz Tamara.


Bate-papo


As irmãs Klink conversaram com os alunos da Escola Caminho Aberto, de São Paulo, sobre as viagens. Confira abaixo trechos dessa conversa:

Se o seu pai não fosse navegador, o que gostariam que ele fosse? DANIEL GALON, 8

Hummm! Meu pai conheceu minha mãe fazendo uma palestra que ela organizou sobre as viagens dele. Se ele não fosse navegador, a gente nem existiria!
MARINA HELENA KLINK, 8

Vocês já visitaram outros países além da Antártida? JOÃO PEDRO SISTERNES, 9

A Antártida não é um país. Não tem língua, bandeira, cultura, e ninguém mora lá. É um continente de paz, onde só os cientistas e pesquisadores que não têm objetivos econômicos podem ir. É o lugar do planeta com menor interferência do homem. Ninguém tem condições de viver lá.
MARINA BANDEIRA KLINK, 45

Dos animais que vocês conheceram lá, qual é o favorito de vocês? ISABELA SHINZATO, 9

De todos os que já vi nas viagens, os que me fazem suspirar são as baleias. Elas são especiais porque a gente só as vê se elas quiserem ser vistas. Paramos qualquer coisas que estivermos fazendo no barco para ir lá fora ver as baleias nadando. Elas são enormes e bem mansinhas.
MARINA BANDEIRA KLINK, 45

Eu gosto da orca. Apesar de ela ter fama de malvada, é muito bonita e se camufla como o pingüim: como a barriga dela é branca e as costas são pretas, o predador que olha de baixo acha que ela faz parte do céu, e o que olha de cima acha que ela faz parte do mar.
TAMARA KLINK, 11

Gosto das baleias porque dão cambalhotas e dos pingüins porque é engraçado o jeito que elas olham para você e vêm andando na sua direção.
LAURA KLINK, 11

O que vocês querem ser quando crescerem? RODRIGO NAKANAMI, 7

Quero ser navegadora como o meu pai! Mas sempre disse para ele que eu não sei os caminhos de nenhum lugar [risos].
MARINA HELENA KLINK, 8

Eu também vou ser navegadora, mas não vou só para a Antártida, vou para o Ártico também. Todo mundo acha que é igual, mas são lugares bem diferentes. Se não der, vou ser bióloga.
TAMARA KLINK, 11

Eu também vou ser navegadora, e também quero escrever sobre os lugares que eu visitar.
LAURA KLINK, 11

Quantas vezes vocês já viajaram para a Antártida? LUANA FARAH, 8

Elas foram três vezes. Eu fui sete, e o Amyr, pai delas, foi 29 vezes.
MARINA BANDEIRA KLINK, 45

* Escute de perto essas e outras curiosidades vividas por essa família aventureira. No dia 13/7, no Sesc Pompéia,Tamara, Laura e Marininha vão apresentar detalhes de suas três viagens. Grátis.


Folhinha, 14 de junho de 2008.



domingo, junho 15, 2008




"Ter ou não ter namorado, eis a questão


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido."


Artur da Távola


sábado, junho 14, 2008




violet hill



"Hoje é Dia dos Namorados. Os senhores certamente vão a um restaurante. Sendo assim, é bom observar uma regra migalheira de boas maneiras. Em geral, quando se deve entrar em algum lugar, estando em casal, é a mulher quem deve ir à frente, o homem pouco se afastando. Mas num restaurante o contrário é o certo. Isso porque é ele quem deve tratar com o maître para ver a mesa, e os detalhes mais. Escolhida a mesa, que deve ser sempre pré-aprovada pela mulher, pois pode haver para ela algum inconveniente de lugar, ambos se dirigem e o homem a auxilia a sentar. Hoje em dia, é verdade, os garçons já fazem isso. Se não fizerem, o homem deve fazer. Estando na mesa, nem é preciso dizer quanto aos cotovelos. Vale ainda hoje, e para toda vida, a regra do "sempre, de vez em quando, jamais", respectivamente quanto ao "pulso, antebraço, cotovelo" na mesa."


Notinha do Migalhas no dia 12 de junho.



Well I open my eyes
I was blind as can be
When you give a man luck
He must fall in the sea
And she wants you
To steal and get caught
For she loves you
For all that you are not
When you're falling down



Scarlett é fofa

terça-feira, junho 10, 2008



Helen Levitt atingiu a mais absoluta perfeição



Estava voltando pra casa ontem, às vésperas das oito horas da noite, e o trânsito do Minhocão estava completamente parado. Um rápido resvalo e, à minha esquerda, fito a janela de um apartamento capenga no Centro, com uma luz esguelha bem fraquinha de quem conta os centavos e lê cifras à luz de velas de madrugada. De frente para ela, milimetricamente enquadrado, um homem de seus vinte e poucos anos sem camisa e bastante magro treina malabares completamente alheio àquela desordem toda.


Que cena maravilhosa, aquela.



Não acredite nas coisas negativas que você ouvir sobre o filme do Sex and the City: é uma de-lí-cia! Eu e minhas amigas adoramos...a gente riu, chorou e chorou de rir. Foi a maneira perfeita de fechar a noite do domingo.


segunda-feira, junho 09, 2008










"A Má tem muito bom gosto..."


R. falando sobre mim para os meus pais, ontem. Sem querer plagiar Mark Twain, mas de um elogio do meu irmão eu posso viver dois meses.


"Foi no Timor Leste que vi Sérgio pela primeira vez. Éramos as únicas pessoas que se levantavam às 5 da manhã para correr antes de ir para o escritório. Várias vezes nos cruzamos correndo. Mas a primeira vez em que conversamos de assuntos que não de trabalho foi num jantar para Ramos Horta, Nobel da Paz de 1996 e presidente do Timor. Naquela noite, Sérgio me surpreendeu falando dos primeiros anos de sua infância, passados em Buenos Aires, minha cidade. Ali começou uma conversa que nunca terminou.

Passamos a trocar idéias com freqüência, mas demorou até ele pedir meu telefone. O processo de aproximação foi lento. Mas, assim que começamos a namorar, rapidamente fomos morar juntos. O conflito, as situações-limite criam a necessidade de estabelecer vínculos fortes.

Vivemos juntos mais de três anos e tínhamos planos de nos casar. Sérgio queria demais ter uma filha. Ele achava que, depois de 30 anos percorrendo conflitos, havia conquistado o direito de dar uma parada naquela vida maluca. O Timor, maior sucesso pessoal e profissional de sua carreira brilhante, o exaurira. Ele queria formar uma família e ter tempo para dar atenção à ela.

Sérgio era super-romântico. Uma vez, morávamos ainda no Timor e viajei a trabalho. Para me receber, na volta, ele pegou papel, com tesoura cortou corações e neles escreveu nossos nomes e coisas como “amo você”, “saudades”, “bem-vinda”. Espalhou esses corações, que tenho até hoje, pela casa inteira. Ele fazia esse tipo de demonstração de amor, tanto na vida privada como publicamente. Quando os timorenses ofereceram o jantar oficial de despedida para ele, na hora do brinde, Sérgio agradeceu ao povo local a oportunidade de participar de um período histórico e de lá ter me conhecido, o que transformara sua vida. Ele me fazia sentir uma rainha.

Nos anos em que vivemos juntos, moramos no Timor, em Nova York, em Genebra. E então surgiu o Iraque. Por duas vezes ele se recusou a assumir aquela missão, mas foi pressionado a aceitar. Antes, perguntou-me se eu iria com ele. Respondi que aonde ele fosse eu iria.

Na noite anterior ao atentado, chegamos cedo em casa. Estávamos muito cansados. Preparamos juntos ovos fritos e massa. Normalmente veríamos um filme no computador. Mas naquela noite ficamos conversando. Concordamos que tínhamos que agendar nossas passagens para o Brasil. Eu queria que ele mantivesse a perspectiva de que o fim daquela missão ingrata estava perto e não perdesse a confiança, apesar das dificuldades enormes que enfrentávamos desde o momento em que chegáramos, em maio. Faltavam quatro semanas para partirmos. Planejando o futuro, podíamos lidar melhor com o presente. Naquela noite, dormimos mais em paz."


Carolina Larriera, sobre Sérgio Vieira de Mello
(Revista Claudia)


domingo, junho 08, 2008


and finally see what it means to be living





And your arm felt nice wrapped 'round my shoulder

And I had a feeling that I belonged

And I had a feeling I could be someone




A Tracy tem um jeito bem mais poético de dizer "com você, até na pqp"...




- Oi, Bile! Eu te liguei ontem à noite, você viu?
- Também...você me liga bem na hora do penúltimo capítulo da novela??
- Então você me binou??
- Lógico que sim!


Sras. e srs., minha melhor amiga.

sábado, junho 07, 2008




Rosangela Renno




"Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer
e isso, eu vi, o vento leva!"

Rodrigo Amarante




"Eu te amo: abstrato brechtiano, autoirônico"


Uma pérola, mesmo.

quinta-feira, junho 05, 2008





"In my opinion, the best thing you can do is find a person who loves you for exactly what you are. Good mood, bad mood, ugly, pretty, handsome, what have you, the right person will still think the sun shines out your ass. That’s the kind of person that’s worth sticking with."


Uma menina sabe que está sendo cantada por um advogado quando lhe são atribuídos predicados como "garbo" e "galhardia" numa sala cheia de gente.


; )

quarta-feira, junho 04, 2008


- Má, deixa eu te fazer um pedido. Deixa um pouco de lado essa sua cabecinha letrada e segue seu coração. Dessa vez, ouve só o seu coração...



Meus amigos eu reconheço pelos conselhos.

terça-feira, junho 03, 2008



Com a Duffy passei a curtir as horas intermináveis do trânsito paulistano.


"Para estar bela basta que a mulher use um pulôver negro, uma saia negra e esteja de braço dado com o homem que ama."


Yves Saint Laurent

segunda-feira, junho 02, 2008



Gundula Schulze Eldowy



You've got your ball, you've got your chain
tied to me tight tie me up again
who's got their claws in you my friend
Into your heart I'll beat again
Sweet like candy to my soul
Sweet you rock and sweet you roll
Lost for you, I'm so lost for you

You come crash into me
And I come into you
I come into you in a boys dream

Touch your lips just so I know
In your eyes, love, it glows so
I'm bare boned and crazy for you
When you come crash into me, baby
And I come into you in a boys dream

If I've gone overboard then I'm begging you
to forgive me in my haste
When I'm holding you so girl close to me

Oh and you come crash into me, baby
And I come into you
Hike up your skirt a little more
and show the world to me
In a boys dream..

Oh, I watch you there through the window
And I stare at you, you wear nothing
but you wear it so well tied up and twisted
the way I'd like to be
For you, for me, come crash into me, baby..



nunca me cansei de ouvir essa música


domingo, junho 01, 2008




Numa conversa deliciosa deste sábado, eu e minhas amigas queridas tentamos eleger, respectivamente, o melhor momento cinematográfico do Jack Black.

Sendo certo que essa foi uma tarefa bastante difícil pras quatro, não teve jeito...

Essa foi indubitavelmente a minha escolha.



"Querida,

Quando eu estiver triste simplesmente me abrace.
Quando eu estiver louco subitamente se afaste.
Quando eu estiver fogo suavemente se encaixe.
E quando eu estiver bobo sutilmente disfarce.

Mas quando eu estiver morto suplico que não me mate de dentro de ti."


Nando Reis