domingo, outubro 30, 2005
message in a bottle
sexta-feira, outubro 28, 2005
Cara, vou te falar que ontem eu combinei de tomar um choppinho no fim do dia, assim tipo pôr-do-sol, no meu bar preferido com uma amiga tãããããão querida. As duas atrasaram e, quando chegamos, o sol não estava mais lilás quanto a gente havia pleanejado, tava mais prum roxo-hematoma, mas tudo bem. Porque foi simplesmente delicioso, nossa, como é bom sentar com alguém que brinda os mesmos chopps, as mesmas vontades, as mesmas nóias do futuro, que tá correndo atrás da mesma coisa que você, que adora as batatas portuguesas tanto quanto você, e fotos, fotos, praias, pequenas viagens tolas...e outras tantas histórias compartilhadas num passado bem próximo. Dormi felizona da vida.
Todos os sábados rola uma festinha chamada Sambacana Groove no mezzanino do restaurante Sapori di Rosi, no Copan. Em outras palavras, embaixo do apartamento do R.
...
quarta-feira, outubro 26, 2005
Aprendi com a primavera
a me deixar cortar
e a voltar sempre inteira,
o perdão é azul.
Cecília Meirelles
a me deixar cortar
e a voltar sempre inteira,
o perdão é azul.
Cecília Meirelles
terça-feira, outubro 25, 2005
La capital del mundo
segunda-feira, outubro 24, 2005
É claro que eu fiquei triste com aquele resultado ontem. Passada então essa primeira sensação de derrota, eu parei e pensei, pensei e relaxei. Eu não cogitei nem um minuto votar "não" porque essa era uma bandeira minha desde o começo da faculdade. Proibir venda de armas e, na contrapartida, aumentar severamente a pena do tipo penal "porte ilegal de arma". Todo mundo que estudou ou trabalhou comigo me ouviu fazendo esse discurso um milhão de vezes. Eu falava: tudo começa no porte ilegal. Se você pune severamente o delito menor, muitos crimes mais graves serão impossibilitados de se consumar. Acho que ninguém deu muita bola. Minha bandeira não tinha nada de "paz e amor", daí o erro da campanha do "sim" que transformou uma barbada em derrota. Porque eu não ouvi ninguém da frente contrária usar argumentos contundentes para me convencer. Nin-guém. Mas quem, também? Aqueles políticos e jornalistas, todos de quinta categoria? Fleury, Datena, aqueles parlamentares reaças horrendos usando o instituto da legítima defesa (que não seria alterado de nenhuma forma) como desculpa e argumento para convencer os leigos? Essa tática foi melhor que o "paz e amor", óbvio. Pensando bem, eu derradeiramente me senti vitoriosa. Porque imagina se eu chegasse a uma conclusão e descobrisse que aqueles que pensam igual à mim fossem esses? E a minha vergonha? Imagina daqui a alguns anos quando as pessoas começarem a se arrepender disso? Se darão conta que votaram em política, e não em ideologia. Eu vou estar com a minha consciência tranqüila, lendo Adorno na Caros Amigos, e eles estarão com a Veja embaixo do braço, chorando as pitangas por aqueles que viraram estatística. Tsc, tsc, pobrecitos.
* Mais sobre a Veja nos próximos capítulos.
sábado, outubro 22, 2005
sexta-feira, outubro 21, 2005
Ontem à noite cortei as unhas bem curtinhas, bem rente à pele. E ainda tirei as pelinhas feias com o cortador de unhas, pra ficar limpinha. Aí hoje o mundo desaba em São Paulo enquanto eu tomava uma cerveja na Lapa e mesmo tendo pedido carona no guarda-chuva do manobrista e me apoiado no braço dele pra pular, enfiei o pezão numa poça gigante. Não é que molhou pouco, não. A sensação foi idêntica à de quando você está na praia caminhando em direção ao mar, e finalmente a água vem e encharca seus pés secos. Meu sapatinho era de couro, e estava com uma bolsa nova. Cazzo, bem hoje eu tinha que trocar de bolsa? Então, falando na dita cuja, hoje eu fui comprá-la depois do almoço, cheguei atrasadérrima, mas trabalhei até às sete pra compensar. Já namorava ela faz tempo. Tirei da sacola e troquei de bolsa na hora. Uma menina que trabalha comigo viu e falou: poxa, vi que você trocou de bolsa e lembrei de um texto da Clarice que eu adoro e releio sempre. Me trouxe. Falei, meu, você não acredita, esse foi o texto que eu li na dinâmica de grupo do processo seletivo, blá blá. Pois é, no final da dinâmica, todos os candidatos tinham que ir lá na frente e fazer uma apresentação de tema livre, quase todo mundo falou de transfer pricing, ICMS, IPTU, e o raio que o parta. E eu fui ficando cada vez mais pro final. Quando chegou minha vez, eu coloquei o tal texto no projetor e falei dele, como se estivesse num sarau, e não numa entrevista de emprego. Deu certo, eu passei, e os chatos ficaram. Mas voltando, expliquei pra ela que o texto não era da Clarice, é do Edson Marques, blá blá, porque eu realmente gostei do texto quando eu li, fosse ele da Clarice ou de qualquer outra pessoa, achei tudo a ver. Ela adorou que eu contei isso pra ela. Bom, mas voltando à história da chuva, quando já estava no carro, voltando pra casa, liguei pro meu pai: você acha que eu posso pegar leptospirose, pai, minhas unhas tão curtíssimas etc., mas ele achou que não. Cheguei em casa e enfiei os pés na água e esfreguei insanamente. Só. Quanto mais rídicula minha vida fica, mais eu sou feliz.
quinta-feira, outubro 20, 2005
Querido,
Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder. Deixo assim, ficar subentendido, como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer.
Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby. A beleza é mesmo tão fugaz...é uma idéia que existe na cabeça, e não tem a menor pretensão de acontecer.
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então. A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer.
E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. E eu vou sobreviver. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber.
Um beijo,
Marília
Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby. A beleza é mesmo tão fugaz...é uma idéia que existe na cabeça, e não tem a menor pretensão de acontecer.
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então. A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer.
E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. E eu vou sobreviver. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber.
Um beijo,
Marília
terça-feira, outubro 18, 2005
Eu sempre falo que Valencia é um dos meus lugares no mundo!
É tudo verdade!
domingo, outubro 16, 2005
Cenário: Caldeirão do Huck, último sábado, num daqueles games imbecis que colocam um aparelho medindo os batimentos cardíacos do participante. Pode pular duas perguntas e fazer duas perguntas pros três amigos escolhidos que estão na platéia. Qualquer semelhança com o Show do Milhão é mera coincidência. A menina é estudante de comunicação no Rio, e falou na entrevista que suas matérias preferidas eram história, geografia e português, mas nessa última ela era muuuito boa, até porque, tudo a ver com a faculdade dela. Daí começa o game, ela pede a ajuda dos amigos pra saber qual daqueles seres não era real. Ela já tinha marcado quatro, mas faltava um para acertar. O amigo grita "Elfos!" Ahã. Ela então acerta. Lá pelas tantas ela não podia mais nem pedir ajuda, nem pular. Luciano diz: É pra você assinalar as cinco expressões que estão corretas, ok? Espero que você seja mesmo boa em português! Ela: Ah!, eu sou! Ok. Ela marca quatro corretas e uma bem, bem errada. "Menas luz". Luciano: Tem certeza que são essas aí? Seu tempo está acabando, não quer trocar? Ela: Não! Eu mudo de canal, não sei qual foi o fim da história.
Que lindos olhos,
Que lindos olhos tem você
Que ainda hoje,
Que ainda hoje eu reparei.
Se eu reparasse,
Se eu reparasse há mais tempo,
Eu não amava,
Eu não amava quem amei.
Que lindos olhos tem você
Que ainda hoje,
Que ainda hoje eu reparei.
Se eu reparasse,
Se eu reparasse há mais tempo,
Eu não amava,
Eu não amava quem amei.
sábado, outubro 15, 2005
quinta-feira, outubro 13, 2005
terça-feira, outubro 11, 2005
Eu disse que não falaria mais em referendo e é verdade, até porque eu não escrevo muito bem, e tem gente que sintetiza beeeeeem melhor que yo; também não sei o que pensar do que o Mano Brown disse, mas se for de coração, uauuuuuu; e por fim, nunca soube que a Rita escrevesse tão lindinho, mas se não for mais uns desses textos fantasmas de internet, valeu!
Tópico concluído.
segunda-feira, outubro 10, 2005
domingo, outubro 09, 2005
a primavera finalmente chegou, e agora me lembrei porque ela me traz todas as esperanças do mundo de volta; acordar cedo num domingo quente, o sítio, as revistas, o café da manhã com frutas. primavera é o exemplo de que coisas maravilhosas não deviam existir sempre, porque quando vem te pega de um jeito inesperado, e isso é viver.
O diabo veste torta
sexta-feira, outubro 07, 2005
Senta aí, toma um cafezinho!
quinta-feira, outubro 06, 2005
terça-feira, outubro 04, 2005
segunda-feira, outubro 03, 2005
domingo, outubro 02, 2005
...
insônia, Alfie é uma droga mas o Jude Law deixa minhas pernas bambas, Sony Entertainment Television é muuito ruim, mas salva na madruga. sinceramente não sei...
não dormir de sábado pra domingo devia ser proibido por lei
sábado, outubro 01, 2005
What then is the recoil of the photographer?
How do you feel its impact?
How does it affect the subject,
and which trace of it appears on the photograph?
In German, there is a most revealing word
for this phenomenon,
a word
known from a variety of contexts:
"EINSTELLUNG."
It means the attitude
in which someone approaches something,
psychologically or ethically,
i.e. the way of attuning yourself
and then "taking it in."
But "Einstellung"
is also a term from photography and film
signfying both the "take" (a particular shot and its framing),
as well as how the camera is adjusted
in terms of the aperture and exposure
by which the cameraman "takes" the picture.
I tis no coincidence
that (at least in German) the same word defines both
the attitude
and the picture thus produced.
Every picture indeed
reflects the attitude
of whoever took it.
Wim Wenders, in Once
Meinen einstellung











